Visita de estudo à Grécia (Delfos e Atenas)

De 13 a 16 de maio, um grupo de alunos do 12.º ano, acompanhados por alguns professores, peregrinaram até Delfos e Atenas, numa visita interdisciplinar entre Português e Grego. Puderam visitar os principais sítios arqueológicos dessas duas cidades, que alimentam a cultura europeia desde há muitos séculos. Ao longo do percurso, os alunos acompanharam as visitas com áudio-guias originais preparados especificamente para cada local, aprofundando a compreensão dos espaços e dos seus contextos históricos.
Em Delfos, depois de visitar o Museu arqueológico, o grupo percorreu o santuário de Apolo, subindo a via sagrada, tocando no “ômphalo” (o centro do mundo), passando pelo templo do deus Apolo, pelo seu teatro e estádio, onde se realizavam, na antiguidade, os jogos píticos, concorrentes com os olímpicos. Aí, os alunos puderam compreender melhor o papel do oráculo de Delfos, em que a famosa pitonisa ditava as profecias de Apolo, a quem aí peregrinasse e colocasse as suas dúvidas e anseios. Nesse mesmo local, os alunos refletiram sobre os valores do autoconhecimento e do equilíbrio, associados frequentemente à cultura da Grécia antiga. O grupo teve oportunidade de ver também a Fonte Castália no sopé do monte Parnaso, habitado pelas 9 musas, onde provou “das águas do Parnaso” e ouviu o poema “Délfica” que Sophia de Mello Breyner Andresen escreveu ao passar por esse santuário.
Na capital grega, Atenas, o mesmo grupo percorreu a Acrópole, com o Parténon e o Erecteion e também os Teatros de Dioniso e de Herodes Ático, tendo apreendido melhor algumas diferenças entre os teatros gregos e romanos. Passeou pelo Areópago e pela Ágora, onde nasceu aquilo a que chamamos hoje democracia. Como não podia deixar de ser, os alunos competiram, ainda, no estádio olímpico, onde começaram os jogos olímpicos da era moderna.
Ao longo de 3 dias na capital, o grupo teve ainda a oportunidade de visitar também alguns museus, nomeadamente o da Acrópole, o Nacional de Arqueologia e o da Grécia em miniatura, com maquetes e realidade virtual. Para terminar, houve ainda tempo para explorar o templo de Zeus olímpico, a Ágora romana onde está situada a primeira estação meteorológica do mundo antigo, a Torre dos ventos, a biblioteca de Adriano, as ruas caiadas de Anafiotika e os bairros de Monastiraki e Plaka.
Depois de um dia intenso na cidade de Apolo e três dias igualmente preenchidos na cidade da deusa Atena, os nossos heróis modernos regressaram a Quarteira não com pedras, mas com raízes vivas: a democracia da Ágora, a catarse do teatro, a justiça do Areópago, a vitória da oliveira e a harmonia do Parténon e do Erecteion!

Luís Reis