No dia 17 de março, o Agrupamento de Escolas Dr.ª Laura Ayres abriu as portas — e, mais do que isso, abriu horizontes. No auditório da escola sede, reuniram-se alunos, professores, encarregados de educação, assistentes operacionais, técnicos e parceiros da comunidade educativa, convocados não apenas para uma sessão formal, mas para uma experiência partilhada.
Logo no início, cada participante recebeu um pequeno cartão e canetas de feltro. Um gesto simples, mas carregado de intenção: cada um foi convidado a deixar a sua marca numa tela coletiva, onde se desenhava, em pano de fundo, o rosto da patrona — Laura Ayres.
Ali, entre cores e traços, foi-se compondo uma obra feita de muitos — como é feita a própria escola. A imagem dessa tela viria a dar rosto à capa do relatório da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, prolongando, para além daquele momento, o significado coletivo que lhe deu origem.
Hoje, a tela permanece exposta no átrio do bloco C, como memória viva de um instante que foi de todos.
A manhã começou com a palavra da Diretora, Dalila Afonso, que acolheu todos os presentes, lançando o primeiro olhar sobre o caminho percorrido. Seguiu-se a intervenção da Senhora Inspetora, Fernanda Lota, que enquadrou o processo de avaliação externa, clarificando objetivos, metodologias e sentidos — como quem traça, com rigor, as coordenadas de uma viagem.
Foi neste enquadramento que o espaço se transformou.
A apresentação do Agrupamento desenrolou-se sob a metáfora de um voo — não um voo qualquer, mas um daqueles que se constroem com mãos, vozes e afetos. Entre palavras e testemunhos, entre dados e vivências, foram-se revelando práticas, projetos e dinâmicas que dão corpo a uma escola viva, diversa e em movimento.
E então, naquela manhã, o Agrupamento levantou voo.
Não era um avião de metal. Era um avião tecido de vozes, de sorrisos e de olhares cúmplices — um avião onde cada palavra era motor, cada gesto impulso, cada presença razão de partida.
Os corredores transformaram-se em asas largas, transportando para lá do quotidiano e das rotinas. E, de repente, já não se tratava apenas de apresentar uma escola — tratava-se de a viver.
Quando os alunos falaram, a sua voz fez-se vento: uma brisa firme, colorida, carregada de sentido. As famílias, discretas e essenciais, sustentaram o voo como quem segura o invisível. Professores, assistentes, psicólogos e técnicos percorreram a mesma rota, atentos às pequenas turbulências, garantindo que nenhum passageiro ficava para trás.
E, a acompanhar esta viagem, esteve o olhar atento da Inspeção-Geral da Educação e Ciência — não como mera observadora, mas como presença que testemunhou, questionou e validou o percurso.
A viagem seguiu caminho sob o céu azul e aberto, e nele ecoaram notas musicais, línguas diferentes, vozes distintas, unidas numa mesma harmonia. Era a expressão viva da multiculturalidade que habita o Agrupamento, onde a diversidade não é apenas um traço: é a própria força que sustenta o voo.
E, para que cada milha percorrida fosse plena, houve um momento de pausa, de terra firme. Um convívio preparado com dedicação pelos alunos dos Cursos Profissionais e dos Cursos de Educação e Formação trouxe sabores, gestos e afetos à mesa. Ali, entre partilhas simples, reafirmou-se aquilo que a escola é na sua essência: encontro.
Mais do que uma sessão formal integrada no processo de avaliação externa, foi um encontro de vozes, de gestos e de pertença — uma experiência coletiva que ultrapassou o próprio enquadramento institucional.
Foi uma viagem de ternura, de coragem e de confiança.
Um voo que não termina na aterragem, mas que permanece connosco — como um eco — lembrando que, no AESLA, o horizonte é infinito quando voamos juntos.
E assim se cumpre, uma vez mais, o nosso lema:
Um mundo na escola, uma escola para o mundo.













