Minds on Hands on STEM Goes on” (2017-2019)

Escrito por Super User. Posted in Blog

2ª mobilidade de alunos - Bulgária

A 2ª mobilidade dos alunos do agrupamento de escolas Dr.ª Laura Ayres, participantes no projecto Erasmus+ “Mindson, Hands on, STEM Goes on” decorreu entre os dias 25 e 31 de maio, em Varna, na Bulgária. Os alunos participantes Afonso Mota e Raúl Nunes, do 7ºA e Guilherme Guerreiro, do 7ºE, foram acompanhados pelos professores Conceição Bernardes (diretora do agrupamento), Hugo Mártires (coordenador do projeto) e Judite Rebelo (professora de Cineciência). A partida de Faro aconteceu um dia antes, com destino a Sófia, pois o percurso a realizar era longo e demorado. Assim, após uma longa escala em Bruxelas, foi possível chegar à capital da Bulgária e usufruir de uma pequena visita turística pelas ruas da cidade e por alguns locais de interesse como o jardim do Museu da Cultura e a grandiosa Catedral ortodoxa de St. Alexander Nevsky. A partida para Varna aconteceu ao final da tarde e aí fomos recebidos pela professora coordenadora búlgara, Julieta Mihaylova e pelas famílias que acolheram os nossos alunos.

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26 de maio – O primeiro dia de atividades teve início com uma cerimónia de abertura de boas vindas em que podemos assistir a músicas e danças folclóricas tradicionais e ainda pequenas atuações de grupos de alunos da escola. Seguiu-se a Feira das Ciências em que todos os cinco países participantes (Turquia, Estónia, Eslovénia, Bulgária e Portugal) apresentaram 2 atividades previamente planificadas. Os nossos alunos ensinaram a construir um taumatrópio e explicaram como construir uma coluna de líquidos de diferentes densidades. O almoço foi no centro da cidade de Varna junto ao Sea Garden onde, da parte da tarde, se visitou o Aquário da cidade e onde decorreu uma aula STEM sobre o ecossistema e espécies marinhas do mar negro.


27 de maio - Iniciámos o dia na escola com uma aula STEM sobre solos e de seguida partimos em direção a Pobiti Kamani (também conhecido como a floresta dos fósseis) onde se realizou uma “caça ao tesouro” que envolvia a descoberta de equipamento causador da erosão. Da parte da tarde visitamos um museu/fábrica de vidro em Beloslav onde, para além de visitar as instalações e percebermos quais as características/propriedades da areia local ideal para o fabrico do vidro, assistimos ao processo de fabricação de algumas peças. No final da visita tivemos ainda a oportunidade de decorar pequenos frascos de vidro ali produzidos e traze-los como recordação.

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 28 de maio – Começamos o dia com a participação de todos os alunos dos vários países envolvidos nas aulas de búlgaro, história ou matemática, enquanto os professores faziam uma visita guiada pelas várias turmas e instalações da escola. O almoço oferecido foi preparado pelas famílias e foi possível experimentar algumas das iguarias gastronómicas búlgaras. Da parte da tarde, enquanto os professores participaram numa reunião com o representante governamental local, os alunos assistiram a uma apresentação sobre a Bulgária preparada pelos alunos.

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 29 de maio – Dia dedicado à natureza! Concluímos a aula STEM cujo tema abordava o estudo dos solos e seguimos de autocarro para o Varna Ecopark. Aí, acompanhados por uma guia percorremos todo o espaço, descobrindo e identificando uma grande variedade de espécies botânicas. Numa das instalações do parque realizou-se mais uma aula STEM cujo tema relacionado com a morfologia das plantas, consistia na construção da maquete de uma flor utilizando para isso materiais simples como palhinhas, cotonetes, plasticina e papeis coloridos. O barbecue preparado no parque foi o almoço do dia e permitiu a realização de jogos ao ar livre e uma melhor confraternização entre todos os elementos dos vários países envolvidos no projecto. Foi ainda proporcionado aos alunos a possibilidade de um passeio a cavalo.

30 de maio – Reunimo-nos com os professores logo de manhã na escola e partimos em direção ao Sea Garden onde se localiza o Observatório Astronómico Nikolay Kopernik. Assistimos a uma sessão no planetário e ainda houve tempo para mais uma aula STEM sobre planetas e as fases da Lua. Os alunos búlgaros apresentaram uma peça de teatro encenada e preparada por eles e participamos por fim na cerimónia de encerramento que decorreu no auditório deste observatório. Depois de almoço tivemos ainda a oportunidade de passear em grupo pela cidade conhecendo alguns pontos turísticos e comprar lembranças para a família e para mais tarde recordar estes dias bem passados num país de cultura e hábitos bem diferentes. Ao final da tarde regressamos às “nossas” casas e foi tempo de preparar a partida.

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 Foi uma experiência diferente, muito boa e positiva. Adquirimos novos conhecimentos e permitiu-nos conviver durante vários dias

com pessoas diferentes, longe das nossas famílias e amigos habituais, comunicando quase sempre em inglês e conhecer um país

diferente. Valeu a Pena!

                                                                         Afonso Mota (7ºA); Guilherme Guerreiro (7ºE); Raúl Nunes (7ºA)

 


 

Atividades de Matemática - Março de 2018

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Newsletter 1 - Erasmus+ STEM

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2º Encontro transnacional de coordenação do projeto

 

(M1 – Transnational Project Meetings)

7 a 9 de dezembro de 2017, Škocjan, Eslovénia

O segundo encontro do projeto Erasmus+ realizou-se durante o mês de dezembro na escola Fran Metelko, na pequena localidade de Škocjan, na Eslovénia. Neste encontro participaram apenas os professores coordenadores de cada escola parceira. O mesmo teve como objetivo a apresentação de planos de atividades STEM e a definição de um modelo comum a todas as escolas. Nesse sentido, cada coordenador levou um plano de atividade elaborado na sua escola para discussão com os parceiros. O nosso agrupamento apresentou uma atividade de construção e automatização de brinquedos óticos (taumatrópio, fenacistiscópio, zootrópio e praxinoscópio) que serão desenvolvidos na disciplina de CineCiência do 7º ano. Durante as reuniões de trabalho discutiram-se as várias atividades apresentadas, identificaram-se os pontos fortes e fracos das mesmas e incluíram-se novas ideias que entretanto surgiram.

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Dia 1

No primeiro dia começamos por visitar a diretora da escola às 07:00. Os dias na Eslovénia começam cedo, muito cedo! Fomos recebidos à entrada da escola por dois alunos com vestes tradicionais, que nos ofereceram um pão típico acabadinho de fazer. É um costume local receber as visitas desta forma. O pão ainda está quente e quando nos convidam a passar o pão numa tijela de sal achamos estranho ao início, mas o resultado é delicioso! No hall de entrada da escola está uma mesa com outros dois alunos e por cima deles as bandeiras de todos os países parceiros do projeto Erasmus+. Dizem-nos que todos os dias há dois alunos de serviço na receção e que vão mudando durante a manhã.

Continuamos para o gabinete da diretora, onde a professora Irena já nos espera. Somos convidados a tomar um chá acompanhado de bolos, fruta e também do pão típico, que entretanto os alunos trouxeram. Seguem-se os agradecimentos formais e uma troca de lembranças das várias escolas parceiras. A professora Irena oferece-nos, entre outras coisas, uma caneta que simboliza o patrono da escola, o padre católico e filólogo Esloveno Fran Metelko que foi o autor do novo alfabeto da linguagem eslovena.

Deixamos por momentos a escola principal para irmos até um polo de ensino primário que fica numa aldeia muito próxima. As professoras já estão à nossa espera e os cerca de 40 alunos estão agrupados numa sala polivalente. Ficam muito curiosos à nossa chegada mas isso não interfere na sua concentração para a atuação que têm preparada. Cantam e dançam algumas músicas tradicionais, as quais fazem parte da sua herança cultural. Depois deste momento descontraído, a professora responsável pelo polo convida-nos a visitar as várias salas da escola. Finda a visita, despedimo-nos das professoras e agradecemos a receção antes de voltarmos à escola “mãe”.

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De barco à vela na Eslovénia

 

Da parte da tarde vamos assistir a uma aula do 5ºB onde será implementado um dos planos de atividade da colega Jasmina Povše. Na Eslovénia, até ao 5º ano os alunos só têm um professor. Só a partir do 6º ano é que há um professor para cada disciplina. Esta atividade chama-se “vessel on wind – sailing boat” e tem como finalidade construir um barco à vela para estudar os fenómenos naturais, como o vento, a pressão do ar, o movimento de objetos na água, entre outros. A turma está divida em grupos e somos convidados a integrar um dos grupos de trabalho. A colega já tinha feito a introdução teórica na parte da manhã. Agora pretende-se que os alunos sigam o processo do design de engenharia para produzirem o seu protótipo e realizarem testes e afinações ao produto.

A sala tem diversos materiais e ferramentas espalhadas para os alunos poderem trabalhar. A escolha dos materiais é completamente livre. Cada grupo faz o barco com recurso à tecnologia que achar mais conveniente. Tento interferir o menos possível no meu grupo, para que os alunos possam decidir por si próprios. A comunicação também é bastante básica pois nestas idades o inglês dos alunos ainda é muito simples. Na primeira tentativa colocam a vela a 90º no barco e quando vão testar na água constatam que o barco anda em círculos! Ficam apreensivos na procura de uma solução para o problema. Vejo-me na obrigação de dar uma ajuda. Pego então numa folha de papel e desenho um esboço de um barco com dois mastros e duas velas, cada uma delas ligeiramente inclinada. Eles ficam muito curiosos, pois ninguém está a fazer barcos com duas velas! Vão rapidamente procurar os materiais necessários e constroem um novo modelo. Quando testam o barco com as novas velas é a surpresa total! Agora sim, o barco já está pronto a navegar por mares nunca dantes navegados. Ou não tivéssemos nós sido mestres dos mares em tempos de outrora.

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Depois de um breve lanche, ao final da tarde reunimos a equipa do projeto para fazer um balanço dos planos de atividade e acertarmos alguns detalhes sobre o melhor modelo a implementar. No final do projeto, vamos publicar um livro com todos os planos de atividades elaborados nos diversos países. Esta é uma das tarefas que está à responsabilidade do nosso agrupamento.

Aproveitamos ainda para fazer uma avaliação da proposta da página Web do projeto e de outros canais de disseminação como o eTwinning, e também para conhecermos um pouco do sistema educativo esloveno.

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Dia 2

No segundo dia do encontro, começamos por visitar o presidente da junta de freguesia, um senhor simpático que nos recebeu de forma muito amável e com quem tivemos oportunidade de conversar durante algum tempo. Falou-nos essencialmente da região num tom bastante apaixonado, como para quem não há melhor lugar no mundo para se viver do que na terra onde se nasceu, onde se foi criado e onde se decidiu permanecer ao longo da sua vida. É um homem da terra certamente.

Vamos andar de baloiço

Voltamos à escola para ir assistir a mais uma atividade, desta vez preparada pelo colega Aleksander Božič. Hoje a turma é o 5ºA e a atividade chama-se “I swing, you swing”. Trata-se de construir um modelo de um baloiço, testá-lo e avaliá-lo. A turma já está à nossa espera quando chegamos. O colega tem uma abordagem bastante dinâmica e rapidamente nos integra na turma. Sentamos cada um na sua mesa e assistimos à explicação teórica que faz numa mistura de Esloveno com Inglês, o que nos permite estar por dentro do assunto. A dada altura o professor pede a cada um dos professores estrangeiros que escrevam no quadro a palavra “baloiço” no seu idioma nativo. Depois desafia os alunos a lerem cada uma das palavras, o que transporta toda a sala para uma saudável risota. Após esta fantástica integração, fazem-se grupos de trabalho e lançamos mãos à obra com os alunos.

A primeira coisa que se têm de fazer é desenhar um baloiço e atribuir-lhe um nome à escolha. Depois do modelo em papel, passamos para a parte da construção. Para isso utilizamos os kits LEGO WeDo 2.0. O professor vai acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos nos grupos, lembrando sempre os vários passos do processo do design de engenharia. Cada grupo constrói um modelo completamente diferente e no final da aula os alunos ficam surpreendidos com os baloiços uns dos outros. O mais importante contudo é o processo e não o produto final em si.

Depois de terminar a aula, os alunos deixam a sala e nós os professores ficamos a fazer um balanço da atividade. Todos concordamos que a abordagem e a metodologia do professor foi fundamental no sucesso da mesma. O relacionamento muito próximo do professor com os alunos permite-lhe partilhar o seu entusiasmo com eles, o que é bem patente na motivação dos alunos durante a atividade.

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Depois do almoço na escola, assistimos a uma breve apresentação de uma exposição temática que está patente nos corredores da escola sobre Anne Frank. Somos acompanhados por alguns dos alunos mais velhos que nos fazem um resumo da informação apresentada em cada expositor.

A parte da tarde foi dedicada ao trabalho interno da equipa do projeto. Após analisados os planos e as atividades práticas a que assistimos, definimos um modelo para ser usado por todas as escolas parceiras na elaboração das suas atividades. O nosso agrupamento será responsável por compilar essas mesmas atividades num livro de atividades STEM, o qual faz parte dos vários produtos finais do projeto.

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À noite vamos até Liubliana, a capital do país que fica a cerca de huma hora de ditância para visitar o museu de história natural da Eslovénia. O evento não estava no programa, mas foi uma cortesia de escola local que organizou esta visita para todos os professores locais. Vamos todos juntos num autocarro alugado para o efeito e assim temos oportunidade de confraternizar com os colegas eslovenos. Visitamos o museu onde nos são apresentadas muitas das espécies de animais locais que viveram no país ao longo dos vários períodos geológicos, e algumas coleções particulares de minerais, borboletas, entre outras. Depois do museu vamos conhecer o centro de Liubliana. Esta cidade é o orgulho de todos os eslovenos, pois é possuidora de uma beleza invulgar. A cidade, apesar de pequena para uma capital, tem várias universidades, um ambiente jovem e vibrante e é muito cultural. Como estamos na época natalícia, as ruas estão todas enfeitadas e as barrquinhas espalham-se pela cidade, onde se pode comprar guloseimas ou provar alguns petiscos locais.

Depois do petisco regressamos a Škocjan numa viagem bastante animada pelos colegas eslovenos que nos brindam com canções de folclore tradicional.

 

Dia 3

O último dia do encontro é dedicado a visitar uma das principais atrações naturais e turísticas da Eslovénia, a caverna de Postojna, onde implementamos mais um plano de atividade STEM. A pequena cidade que dá o nome à caverna (ou gruta) fica a cerca de uma hora e meia de viagem de Škocjan, perto da fronteira com Itália.

A caverna é de facto uma gruta com uma dimensão impressionante, uma das maiores da Europa. É de tal maneira grande que temos de fazer uma viagem de comboio no interior durante 10 minutos, antes de começarmos a visita a pé. A partir dai passamos por várias galerias onde um guia nos vai contanto a história da exploração da gruta, enquanto nos chama a atenção para as principais formações geológicas.

A vida no submundo da escuridão

Numa das últimas galerias conhecemos o mais famoso habitante da gruta. Sim, esta gruta tem habitantes! Trata-se de uma criatura impar que se dá pelo nome de proteus (Proteus anguinus), um anfíbio cego endémico das águas subterrâneas das cavernas dos Alpes Dináricos do sul da Europa. Esta simpática criatura tem uma esperança de vida de 100 anos e consegue viver vários anos sem qualquer tipo de alimento! No parque do qual a gruta faz parte, podemos também visitar um viveiro onde estão vários Proteus. Em maio de 2016, o mundo assistiu pela primeira vez ao nascimento de uma cria de Proteus em cativeiro. A caverna de Postojna é considerada o berço de um ramo especial da biologia, a espeleobiologia, devido ao proteus e outros dos seus habitantes.

Fomos em seguida visitar o castelo de Predjama, um castelo construído no meio de um penhasco vertical em cima de uma caverna, com vários túneis subterrâneos que ofereciam refúgio aos seus habitantes. Hoje o castelo consta no famoso livro de recordes do Guinness como o maior castelo do mundo, construído numa caverna.

Assim terminamos a visita a este belo país do centro da Europa, admirando várias das suas belezas naturais. Em março de 2018 voltaremos com os alunos.

 


  1º Encontro transnacional de formação de professores

(C1 - Short-term joint staff training events)

Outubro, 2017, Antalya, Turquia

O primeiro encontro internacional do projeto Erasmus+ - “Minds on, Hands on, STEM Goes on”, decorreu no passado mês de outubro no sul da Turquia, na cidade costeira de Antalya. Durante os dias 23 a 27 de outubro três professores do nosso agrupamento estiveram reunidos com os restantes parceiros do projeto para a primeira reunião formal de trabalho. O objetivo deste encontro, para além do primeiro contacto presencial da equipa transnacional, foi proporcionar um espaço de formação sobre a temática da integração das STEM no contexto educativo.

 Parte I

A organização do evento esteve a cargo dos colegas da escola Yeniköy Ortaokulu que fica na localidade de Döşemealtı, no distrito de Antalya. À chegada fomos recebidos pelo coordenador local do projeto que nos apresentou aos restantes parceiros, bem como ao diretor da escola local.

O primeiro dia de trabalhos foi reservado para as visitas às entidades oficiais da região. Assim, começamos a manhã no moderno edifício da câmara municipal de Döşemealtı, onde fomos recebidos pelo Sr. Presidente daquela edilidade. Juntou-se a nós também o diretor da escola local. Num ambiente descontraído e cortês, o Sr. Presidente agradeceu a nossa presença e a importância que o projeto releva para a sua cidade, e em particular para a escola Yeniköy Ortaokulu. Falou-nos sempre em Turco, auxiliado pela tradução para Inglês do responsável pelo pelouro da educação. Contou-nos um pouco sobre o papel da câmara no pelouro educativo e da região no geral.

Seguindo o costume local, fomos convidados a tomar um chá, enquanto passamos às apresentações individuais. Depois de um espaço aberto a perguntas ao Sr. Presidente, seguiu-se um momento de cortesia de troca de lembranças. Da nossa parte levamos na bagagem um livro sobre o concelho de Loulé, gentilmente oferecido pela câmara municipal, assim como uma carteira de cortiça de fabrico local da nossa capital da cortiça, São Brás do Alportel. Tivemos ainda oportunidade de entregar uma carta de conforto da parte do presidente da câmara municipal de Loulé. Fomos depois presenteados com várias lembranças, de onde se destacam uma medalha comemorativa da cidade, uma caneca com o símbolo da cidade (a romã), um DVD de promoção da região, entre outros materiais de divulgação. Despedimo-nos deixando o convite para uma visita a Portugal, ao Algarve e ao concelho de Loulé em particular.

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Seguimos para a próxima visita oficial.

Apesar de não constar no programa, fomos solicitados a visitar o centro de coordenação metropolitana, um organismo que faz a ligação da gestão do distrito de Antalya com a gestão local de Döşemealtı. Fomos recebidos pelo diretor do centro, bem como por alguns elementos da comunidade local. Mais uma vez agradeceram a nossa presença salientando a importância que estes projetos têm para a comunidade local e garantindo aos responsáveis da escola local todo o apoio que necessitarem, o que deixou os nossos colegas turcos bastante agradados. Seguiu-se aquele momento típico da partilha do chá, após o que seguimos viagem.

A próxima paragem foi na direção regional de educação. Fomos recebidos pelo Sr. diretor que nos deu as boas vindas e apresentou alguns dados do contexto educativo local, assim como as bases estruturais do sistema educativo na Turquia. Abordaram-se essencialmente aspetos organizacionais e processuais e não tanto aspetos pedagógicos, o que de certa forma se compreende a este nível de organização. O Sr. diretor mostrou-se bastante curioso em perceber o funcionamento dos nossos sistemas educativos, tendo solicitado que partilhássemos alguma informação acerca da nossa realidade. Gerou-se uma agradável conversa (com a respectiva tradução pelo meio) na qual ficamos a saber por exemplo, que o sistema educativo público na Turquia é totalmente centralizado ao nível dos conteúdos. É o governo central que decide o currículo e a direção regional garante o seu cumprimento nas escolas da região. Já no que diz respeito aos recursos, a escola recorre à autarquia. A autonomia das escolas é pois bastante limitada, se é que ela existe mesmo. O corpo docente, por outro lado, é da responsabilidade da direção local de cada escola. A acompanhar este momento de conversa e como por esta altura já se adivinhava, veio mais uma rodada de chá. Alguns colegas menos adeptos das ervas do oriente, começaram por esta altura a recusar de forma educada. Nós os portugueses não quisemos fazer essa desfeita. Afinal de contas fomos nós que no séc. XVI trouxemos este hábito do oriente!

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A direção regional de educação de Döşemealtı fica precisamente ao lado da nossa escola de acolhimento. É para lá que vamos a seguir, onde somos recebidos por um grupo de alunos vestidos com trajes tradicionais. À chegada oferecem-nos os tradicionais “Turkish delights”. No grande pátio é o alvoroço a que estamos acostumados nas nossas escolas básicas. Alguns pais vêm à escola buscar os filhos para o almoço, enquanto outros almoçam mesmo por ali no pátio com as crianças. Somos convidados a entrar num edifício lateral da escola, uma espécie de polivalente com um palco e muitas cadeiras. Num canto temos várias mesas corridas com o almoço que foi preparado pelos pais dos alunos. Antes da refeição assistimos a um número de danças tradicionais apresentado pelos alunos nos seus trajes. Depois, a professora de inglês dá-nos as boas vindas.

Após a receção formal, somos convidados para o almoço bufete. Cada um serve-se do que quiser. O desafio é tentar decifrar a gastronomia local. Para nos ajudar, explicam-nos onde estão as sobremesas e os pratos principais ... e basicamente é isso. O resto estamos por “nossa conta e risco”. Não que a qualidade oferecida esteja em causa, mas conhecendo eu alguma da comida local, certamente que alguns dos pratos têm uma quantidade generosa de especiarias. Isto pode ser um problema para o paladar estrangeiro, mas no final ninguém se queixou, seja por delicadeza ou não. Claro que não podia faltar o chá e outra das bebidas preferida dos turcos: ayran. Basicamente consiste em iogurte líquido salgado. Os turcos comem iogurte com tudo e como se isso não bastasse, ainda fazem bebida dele. Eu pessoalmente aprecio bastante. Nas sobremesas também não podiam faltar as baclavas, entre outras iguarias indecifráveis.

O almoço foi muito informal num ambiente extremamente acolhedor, bem à moda da Turquia. É como se fizéssemos parte da “casa”. Seguiu-se a visita a algumas salas de aula. Começamos pelo jardim de infância, num dos edifícios anexos à escola, onde os pequenos brincam alegremente e nos mostram os seus trabalhos com a ajuda das educadoras. À medida que nos deslocamos pelo recinto da escola, somos acompanhados por uma avalanche de crianças que timidamente tentam entrar em contacto connosco. Para a maior parte deles é a primeira vez que veem estrangeiros por aqui e não resistem a lançar para o ar algumas palavras em Inglês (“Hello” é a mais comum). No edifício principal da escola somos divididos em dois grupos para visitarmos alguma das salas. À medida que vamos passando pelas salas, somos apresentados pelos colegas Turcos e os alunos fazem-nos algumas perguntas.

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Umas preparadas, outras espontâneas. Vamos vendo os trabalhos que estão a fazer e falamos um pouco sobre o nosso país para saciar a curiosidade dos alunos. Alguns pedem-nos para ensinarmos palavras em Português. Numa das turmas ensinamos os alunos a contarem até 10 na língua de Camões. Acabamos por ter alguns momentos de interação muito interessantes com as crianças. Afinal de contas, o professor é sempre professor independentemente da língua a que recorre para comunicar com os seus alunos.

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Terminamos a visita à escola no gabinete do diretor, onde partilhamos algumas ideias sobre as nossas escolas e trocamos algumas lembranças. Como não podia deixar de ser bebemos mais um chá ou café Turco. Por esta altura alguns colegas já não conseguiam beber mais chá e como é indelicado não beber nada, optaram pelo café. Terminou assim a nossa visita à escola Yeniköy Ortaokulu, uma escola bastante humilde, onde os recursos educativos se limitam praticamente às mesas e às cadeiras. A comunidade envolvente à escola é de um estrato social baixo e os apoios não são muitos. Os nossos colegas fazem o que podem em salas com mais de 30 alunos, com mesas onde não há espaço para mais do que o caderno diário. Nas aulas de desenho, por exemplo, as folhas sobrepõe-se umas às outras. Na mesma mesa, dois alunos não conseguem trabalhar ao mesmo tempo.

Não se veem projetores nem quadros interativos, apenas os velhinhos quadros de giz. Num ambiente tão “hostil” como este é necessária extrema criatividade para conseguir ensinar o que quer que seja. Ser professor é isso mesmo. É de louvar o trabalho destes nossos colegas. Um corpo docente relativamente jovem que tenta remar contra as circunstâncias, para proporcionar um mundo melhor às gerações futuras.

 Parte II

 Nos dois dias seguintes, estivemos reunidos em Antalya para iniciarmos os trabalhos do projeto. No primeiro dia assistimos a uma apresentação sobre o paradigma de ensino STEM que nos foi apresentado pelo nosso colega da Turquia. Ele já trabalha nesta área à algum tempo e neste momento está a terminar uma investigação para a sua tese de doutoramento.

Depois realizamos algumas atividades práticas, como exemplo de ideias para implementar o ensino das STEM de forma criativa. Uma delas foi a construção de um carro com materiais comestíveis e a outra a construção de um rocketde papel e esponja para ser lançado com a pressão do ar de uma garrafa. Os produtos finais alcançados foram diversos e curiosos. Uns mais eficazes do que outros. Mas o mais importante neste tipo de ensino não é o produto em si, mas o processo para o alcançar. 

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É aqui que reside a maior valia do ensino STEM, no desenvolver de várias competências transversais a todos os ramos com recurso a uma metodologia de trabalho. No nosso caso recorremos à metodologia de desenho da engenharia. Quando chegamos ao produto final, há que testar, avaliar e refazer o produto até o resultado ser satisfatório. No segundo dia foram convidados dois professores universitários para nos falarem também da temática do projeto. Abordou-se a argumentação como uma ferramenta fundamental para explorar e fixar conceitos científicos e realizamos também algumas atividades com recurso ao raciocínio lógico/matemático. Tivemos ainda oportunidade de apresentar a disciplina de Cineciência e alguma da prática letiva que já temos no agrupamento nesta área. Os nossos colegas ficaram muito curiosos sobre esta abordagem, pois o cinema geralmente não faz parte dos currículos escolares. Mostramos algumas das atividades que realizamos nos últimos anos e partilhamos alguns materiais.



Este encontro permitiu-nos estabelecer o enquadramento teórico e empírico no qual está assente o projeto, assim como conhecer os parceiros envolvidos no mesmo. Houve tempo ainda para esclarecer as atividades planeadas, e definir o calendário dos vários encontros internacionais.

Agora, como se depreende do título do projeto, é “por as mãos na massa” e deixar a ciência fluir.

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Já está disponível na biblioteca da EB23 o Cantinho do Erasmus, um espaço informativo onde os alunos poderão conhecer melhor o projeto "Minds on Hand on STEM Goes on", bem como as várias atividades que se vão realizar ao longo da sua execução.

Os alunos estão convidados a passarem por ali para se inspirarem nas ciências, na tecnologia e engenharia, assim como na matemática.


Minds on Hands on STEM Goes on” (2017-2019)         FlyerPortugal

Descrição

: O objetivo principal do projeto é tornar o ensino das ciências e da matemática mais relevante e significativo para os nossos alunos tendo em atenção o respeito, crenças e a diversidade cultural. A contribuição mais relevante do projeto será a integração das STEM no currículo escolar de uma forma holística. Serão desenvolvidas e implementadas atividades relacionadas com as áreas STEM para os 6º,7º e 8º anos nos programas escolares.

 Escolas parceiras:

  • Juhan Liivi nim. Alatskivi Keskkool – Estónia (coordenação)
  • Yenikoy Ortaokulu – Turquia
  • Osnovna Sola Frana Metelka Skocjan - Eslovénia
  • Osnovno uchiliste "Yordan Yovkov" - Bulgária

 

 

 

Parcerias e Projetos

  • eco-escolas
  • France
  • Pief
  • logo SPP
  • Dúvida Metódica e Caderno de Sociologia são dois blogues de Filosofia e Sociologia geridos pelo professor Carlos Pires e usados nas suas aulas:

    duvida
    caderno
  • logo enpar
  •   100Comentários

    Este projeto pretende envolver toda a comunidade escolar. Existe há já anos e resulta do trabalho entre professores e alunos dos vários ciclos de ensino.

    A sua distribuição é gratuita e conta com o apoio da Fundação Jack Petchey. Responsáveis: Milene Martins e Cristina Barbosa.

  •   Sala de estudo

     Este é um espaço versátil sistuado no bloco B onde se pretende que o aluno possa realizar os seus trabalhos com possibilidade de acesso a materiais diversificados e apoio especializado e individualizado. A sala de estudo possui dossiês temáticos, manuais escolares e outros recursos diversificados e organizados segundo a Classificação Decimal Universal. Tem uma sala de estudo, uma sala de vídeo, computadores com acesso à internet.  Responsável: Carlos Pires.

  •   Consultório da Matemática 

     O Consultório da Matemática é um espaço aberto aos alunos no âmbito da matemática que desde o ano lectivo 2005-2006, entre outras actividades, presta apoio à disciplina de matemática,  prepara alunos para exames e explora software matemático. Funciona na sala 3A do bloco D entre as 8.30h e as 17.00h. Responsável: Mauro Maia.

  •   Desporto Escolar 

    O grupo de Educação Física preocupou-se em oferecer aos alunos um leque de actividades que, na medida do possível, reflicta e dê resposta às suas motivações e interesses, proporcionando-lhes actividades individuais e colectivas que sejam adequadas aos diferentes níveis de prestação motora e de estrutura corporal. Actividade interna (Torneios Inter-turmas, Corta-Mato, Festa do atletismo, …) e Actividade externa (Grupos/equipas de competição ou de convívio).  Responsável: Eduardo Pires.

  •   Educação para a Saúde Este projeto insere-se no Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE) e na ESLA este projeto vai desenvolver diversas atividades em parcerias com entidades internas, como a Biblioteca e o Gabinet, e externas, nomeadamente, Centro de Saúde, Associação de Planeamento Familiar (APF), Instituto das Drogas e Toxicodependências (IDT), entre outras.  Responsáveis: Célia Nobre e enfermeira Cristina Farrajota
  • GAAF3

    No âmbito do Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária 3 (T.E.I.P.), a partir do segundo período do ano letivo de 2012/ 2013 até ao presente, surge o Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), no Agrupamento de Escola Dr. Laura Ayres de Quarteira. Responsáveis: técnicas da área social: Mónica Simões e Susana Fernandes.

  • GAS logoO GAS tem como objetivo principal aconselhar e informar sobre questões relacionadas com a saúde. Este espaço está aberto a todos os alunos da Escola Secundária Dra. Laura Ayres. Aqui podes tirar as tuas dúvidas sobre (1) o sistema de saúde e como recorrer a ele; (2) sexualidade e contraceção; (3) alimentação e dietas; (4) questões de saúde. Podes encontrar-nos no Gabinete de Educação para a Saúde (Gab_i_net), no Bloco A.
    EQUIPA: Prof. Ana Garcia; Dra. Diana Almeida; Dra. Diana Bernardes

  • logo pepa

     O Agrupamento de Escolas Dra Laura Ayres integrou este projeto há 4 anos, sendo a Coordenadora do projeto PEPA na nossa escola, a professora Lurdes Seidenstricker.

  • projeto de ciencia

     Projeto de Ciência

     Este projeto da área curricular das ciências físicas e naturais do 3.º ciclo intitulado “Projeto de Ciência” tem como principal finalidade a  promoção da educação em ciências. Responsável: Teresa Silva.

  •   Secção Francófona

     No presente ano letivo, está a funcionar, neste agrupamento, uma Secção Europeia de língua francesa. Este projeto, com duração de três anos, envolve os alunos da turma do 7ºA. Pretende-se que aprendam a língua francesa em interdisciplinaridade com a disciplina de Matemática, fomentando assim o desenvolvimento de uma identidade europeia e preparando-os para desafios futuros. Responsáveis: Manuela Encarnação e Sandra Coelho.

  •   SOS FOME 

     O projecto SOS Fome foi iniciado na ESLA no ano lectivo de 2005-06, com a turma do 9º A, na Área de Projecto, quando se identificou como um dos problemas da comunidade de Quarteira a existência de famílias carenciadas a nível alimentar/fome.

    Estabeleceram-se contactos com o Refeitório Social para identificar famílias em risco e a partir daí, com a autorização dos encarregados de educação, e a disponibilidade dos alunos e professores, procedeu-se ao desenvolvimento do respectivo projecto. Responsável: Carla Candeias

  •   Wandzeitung/Wallpaper

     O Wandzeitung /Wallpaper é, como o nome indica, um jornal de parede. Situa-se num placard junto à Biblioteca e destina-se à divulgação dos trabalhos realizados pelos alunos nas disciplinas de Alemão e Inglês.

    Durante muitos anos, o Jornal de Parede foi apenas em Alemão – Wandzeitung – mas, desde há três anos, com a redução das turmas de alemão, passou a incluir trabalhos em inglês – Wallpaper. Responsável: Lurdes Seidenstricker.