Minds on Hands on STEM Goes on” (2017-2019)

Escrito por Super User. Posted in Blog

 


  1º Encontro transnacional de formação de professores

(C1 - Short-term joint staff training events)

Outubro, 2017, Antalya, Turquia

O primeiro encontro internacional do projeto Erasmus+ - “Minds on, Hands on, STEM Goes on”, decorreu no passado mês de outubro no sul da Turquia, na cidade costeira de Antalya. Durante os dias 23 a 27 de outubro três professores do nosso agrupamento estiveram reunidos com os restantes parceiros do projeto para a primeira reunião formal de trabalho. O objetivo deste encontro, para além do primeiro contacto presencial da equipa transnacional, foi proporcionar um espaço de formação sobre a temática da integração das STEM no contexto educativo.

 Parte I

A organização do evento esteve a cargo dos colegas da escola Yeniköy Ortaokulu que fica na localidade de Döşemealtı, no distrito de Antalya. À chegada fomos recebidos pelo coordenador local do projeto que nos apresentou aos restantes parceiros, bem como ao diretor da escola local.

O primeiro dia de trabalhos foi reservado para as visitas às entidades oficiais da região. Assim, começamos a manhã no moderno edifício da câmara municipal de Döşemealtı, onde fomos recebidos pelo Sr. Presidente daquela edilidade. Juntou-se a nós também o diretor da escola local. Num ambiente descontraído e cortês, o Sr. Presidente agradeceu a nossa presença e a importância que o projeto releva para a sua cidade, e em particular para a escola Yeniköy Ortaokulu. Falou-nos sempre em Turco, auxiliado pela tradução para Inglês do responsável pelo pelouro da educação. Contou-nos um pouco sobre o papel da câmara no pelouro educativo e da região no geral.

Seguindo o costume local, fomos convidados a tomar um chá, enquanto passamos às apresentações individuais. Depois de um espaço aberto a perguntas ao Sr. Presidente, seguiu-se um momento de cortesia de troca de lembranças. Da nossa parte levamos na bagagem um livro sobre o concelho de Loulé, gentilmente oferecido pela câmara municipal, assim como uma carteira de cortiça de fabrico local da nossa capital da cortiça, São Brás do Alportel. Tivemos ainda oportunidade de entregar uma carta de conforto da parte do presidente da câmara municipal de Loulé. Fomos depois presenteados com várias lembranças, de onde se destacam uma medalha comemorativa da cidade, uma caneca com o símbolo da cidade (a romã), um DVD de promoção da região, entre outros materiais de divulgação. Despedimo-nos deixando o convite para uma visita a Portugal, ao Algarve e ao concelho de Loulé em particular.

   Turquia1 2

Seguimos para a próxima visita oficial.

Apesar de não constar no programa, fomos solicitados a visitar o centro de coordenação metropolitana, um organismo que faz a ligação da gestão do distrito de Antalya com a gestão local de Döşemealtı. Fomos recebidos pelo diretor do centro, bem como por alguns elementos da comunidade local. Mais uma vez agradeceram a nossa presença salientando a importância que estes projetos têm para a comunidade local e garantindo aos responsáveis da escola local todo o apoio que necessitarem, o que deixou os nossos colegas turcos bastante agradados. Seguiu-se aquele momento típico da partilha do chá, após o que seguimos viagem.

A próxima paragem foi na direção regional de educação. Fomos recebidos pelo Sr. diretor que nos deu as boas vindas e apresentou alguns dados do contexto educativo local, assim como as bases estruturais do sistema educativo na Turquia. Abordaram-se essencialmente aspetos organizacionais e processuais e não tanto aspetos pedagógicos, o que de certa forma se compreende a este nível de organização. O Sr. diretor mostrou-se bastante curioso em perceber o funcionamento dos nossos sistemas educativos, tendo solicitado que partilhássemos alguma informação acerca da nossa realidade. Gerou-se uma agradável conversa (com a respectiva tradução pelo meio) na qual ficamos a saber por exemplo, que o sistema educativo público na Turquia é totalmente centralizado ao nível dos conteúdos. É o governo central que decide o currículo e a direção regional garante o seu cumprimento nas escolas da região. Já no que diz respeito aos recursos, a escola recorre à autarquia. A autonomia das escolas é pois bastante limitada, se é que ela existe mesmo. O corpo docente, por outro lado, é da responsabilidade da direção local de cada escola. A acompanhar este momento de conversa e como por esta altura já se adivinhava, veio mais uma rodada de chá. Alguns colegas menos adeptos das ervas do oriente, começaram por esta altura a recusar de forma educada. Nós os portugueses não quisemos fazer essa desfeita. Afinal de contas fomos nós que no séc. XVI trouxemos este hábito do oriente!

Turquia4 2   

A direção regional de educação de Döşemealtı fica precisamente ao lado da nossa escola de acolhimento. É para lá que vamos a seguir, onde somos recebidos por um grupo de alunos vestidos com trajes tradicionais. À chegada oferecem-nos os tradicionais “Turkish delights”. No grande pátio é o alvoroço a que estamos acostumados nas nossas escolas básicas. Alguns pais vêm à escola buscar os filhos para o almoço, enquanto outros almoçam mesmo por ali no pátio com as crianças. Somos convidados a entrar num edifício lateral da escola, uma espécie de polivalente com um palco e muitas cadeiras. Num canto temos várias mesas corridas com o almoço que foi preparado pelos pais dos alunos. Antes da refeição assistimos a um número de danças tradicionais apresentado pelos alunos nos seus trajes. Depois, a professora de inglês dá-nos as boas vindas.

Após a receção formal, somos convidados para o almoço bufete. Cada um serve-se do que quiser. O desafio é tentar decifrar a gastronomia local. Para nos ajudar, explicam-nos onde estão as sobremesas e os pratos principais ... e basicamente é isso. O resto estamos por “nossa conta e risco”. Não que a qualidade oferecida esteja em causa, mas conhecendo eu alguma da comida local, certamente que alguns dos pratos têm uma quantidade generosa de especiarias. Isto pode ser um problema para o paladar estrangeiro, mas no final ninguém se queixou, seja por delicadeza ou não. Claro que não podia faltar o chá e outra das bebidas preferida dos turcos: ayran. Basicamente consiste em iogurte líquido salgado. Os turcos comem iogurte com tudo e como se isso não bastasse, ainda fazem bebida dele. Eu pessoalmente aprecio bastante. Nas sobremesas também não podiam faltar as baclavas, entre outras iguarias indecifráveis.

O almoço foi muito informal num ambiente extremamente acolhedor, bem à moda da Turquia. É como se fizéssemos parte da “casa”. Seguiu-se a visita a algumas salas de aula. Começamos pelo jardim de infância, num dos edifícios anexos à escola, onde os pequenos brincam alegremente e nos mostram os seus trabalhos com a ajuda das educadoras. À medida que nos deslocamos pelo recinto da escola, somos acompanhados por uma avalanche de crianças que timidamente tentam entrar em contacto connosco. Para a maior parte deles é a primeira vez que veem estrangeiros por aqui e não resistem a lançar para o ar algumas palavras em Inglês (“Hello” é a mais comum). No edifício principal da escola somos divididos em dois grupos para visitarmos alguma das salas. À medida que vamos passando pelas salas, somos apresentados pelos colegas Turcos e os alunos fazem-nos algumas perguntas.

   Turquia2 2

Umas preparadas, outras espontâneas. Vamos vendo os trabalhos que estão a fazer e falamos um pouco sobre o nosso país para saciar a curiosidade dos alunos. Alguns pedem-nos para ensinarmos palavras em Português. Numa das turmas ensinamos os alunos a contarem até 10 na língua de Camões. Acabamos por ter alguns momentos de interação muito interessantes com as crianças. Afinal de contas, o professor é sempre professor independentemente da língua a que recorre para comunicar com os seus alunos.

Turquia3 2   

Terminamos a visita à escola no gabinete do diretor, onde partilhamos algumas ideias sobre as nossas escolas e trocamos algumas lembranças. Como não podia deixar de ser bebemos mais um chá ou café Turco. Por esta altura alguns colegas já não conseguiam beber mais chá e como é indelicado não beber nada, optaram pelo café. Terminou assim a nossa visita à escola Yeniköy Ortaokulu, uma escola bastante humilde, onde os recursos educativos se limitam praticamente às mesas e às cadeiras. A comunidade envolvente à escola é de um estrato social baixo e os apoios não são muitos. Os nossos colegas fazem o que podem em salas com mais de 30 alunos, com mesas onde não há espaço para mais do que o caderno diário. Nas aulas de desenho, por exemplo, as folhas sobrepõe-se umas às outras. Na mesma mesa, dois alunos não conseguem trabalhar ao mesmo tempo.

Não se veem projetores nem quadros interativos, apenas os velhinhos quadros de giz. Num ambiente tão “hostil” como este é necessária extrema criatividade para conseguir ensinar o que quer que seja. Ser professor é isso mesmo. É de louvar o trabalho destes nossos colegas. Um corpo docente relativamente jovem que tenta remar contra as circunstâncias, para proporcionar um mundo melhor às gerações futuras.

 Parte II

 Nos dois dias seguintes, estivemos reunidos em Antalya para iniciarmos os trabalhos do projeto. No primeiro dia assistimos a uma apresentação sobre o paradigma de ensino STEM que nos foi apresentado pelo nosso colega da Turquia. Ele já trabalha nesta área à algum tempo e neste momento está a terminar uma investigação para a sua tese de doutoramento.

Depois realizamos algumas atividades práticas, como exemplo de ideias para implementar o ensino das STEM de forma criativa. Uma delas foi a construção de um carro com materiais comestíveis e a outra a construção de um rocketde papel e esponja para ser lançado com a pressão do ar de uma garrafa. Os produtos finais alcançados foram diversos e curiosos. Uns mais eficazes do que outros. Mas o mais importante neste tipo de ensino não é o produto em si, mas o processo para o alcançar. 

        Turquia5 2
Turquia6 2              

É aqui que reside a maior valia do ensino STEM, no desenvolver de várias competências transversais a todos os ramos com recurso a uma metodologia de trabalho. No nosso caso recorremos à metodologia de desenho da engenharia. Quando chegamos ao produto final, há que testar, avaliar e refazer o produto até o resultado ser satisfatório. No segundo dia foram convidados dois professores universitários para nos falarem também da temática do projeto. Abordou-se a argumentação como uma ferramenta fundamental para explorar e fixar conceitos científicos e realizamos também algumas atividades com recurso ao raciocínio lógico/matemático. Tivemos ainda oportunidade de apresentar a disciplina de Cineciência e alguma da prática letiva que já temos no agrupamento nesta área. Os nossos colegas ficaram muito curiosos sobre esta abordagem, pois o cinema geralmente não faz parte dos currículos escolares. Mostramos algumas das atividades que realizamos nos últimos anos e partilhamos alguns materiais.



Este encontro permitiu-nos estabelecer o enquadramento teórico e empírico no qual está assente o projeto, assim como conhecer os parceiros envolvidos no mesmo. Houve tempo ainda para esclarecer as atividades planeadas, e definir o calendário dos vários encontros internacionais.

Agora, como se depreende do título do projeto, é “por as mãos na massa” e deixar a ciência fluir.

Turquia7 2


10out2017

Placar EB23_v2

 

Já está disponível na biblioteca da EB23 o Cantinho do Erasmus, um espaço informativo onde os alunos poderão conhecer melhor o projeto "Minds on Hand on STEM Goes on", bem como as várias atividades que se vão realizar ao longo da sua execução.

Os alunos estão convidados a passarem por ali para se inspirarem nas ciências, na tecnologia e engenharia, assim como na matemática.


Minds on Hands on STEM Goes on” (2017-2019)         FlyerPortugal

Descrição

: O objetivo principal do projeto é tornar o ensino das ciências e da matemática mais relevante e significativo para os nossos alunos tendo em atenção o respeito, crenças e a diversidade cultural. A contribuição mais relevante do projeto será a integração das STEM no currículo escolar de uma forma holística. Serão desenvolvidas e implementadas atividades relacionadas com as áreas STEM para os 6º,7º e 8º anos nos programas escolares.

 Escolas parceiras:

  • Juhan Liivi nim. Alatskivi Keskkool – Estónia (coordenação)
  • Yenikoy Ortaokulu – Turquia
  • Osnovna Sola Frana Metelka Skocjan - Eslovénia
  • Osnovno uchiliste "Yordan Yovkov" - Bulgária

 

 

 

Parcerias e Projetos

  • eco-escolas
  • France
  • Pief
  • logo SPP
  • Dúvida Metódica e Caderno de Sociologia são dois blogues de Filosofia e Sociologia geridos pelo professor Carlos Pires e usados nas suas aulas:

    duvida
    caderno
  • logo enpar
  •   100Comentários

    Este projeto pretende envolver toda a comunidade escolar. Existe há já anos e resulta do trabalho entre professores e alunos dos vários ciclos de ensino.

    A sua distribuição é gratuita e conta com o apoio da Fundação Jack Petchey. Responsáveis: Milene Martins e Cristina Barbosa.

  •   Sala de estudo

     Este é um espaço versátil sistuado no bloco B onde se pretende que o aluno possa realizar os seus trabalhos com possibilidade de acesso a materiais diversificados e apoio especializado e individualizado. A sala de estudo possui dossiês temáticos, manuais escolares e outros recursos diversificados e organizados segundo a Classificação Decimal Universal. Tem uma sala de estudo, uma sala de vídeo, computadores com acesso à internet.  Responsável: Carlos Pires.

  •   Consultório da Matemática 

     O Consultório da Matemática é um espaço aberto aos alunos no âmbito da matemática que desde o ano lectivo 2005-2006, entre outras actividades, presta apoio à disciplina de matemática,  prepara alunos para exames e explora software matemático. Funciona na sala 3A do bloco D entre as 8.30h e as 17.00h. Responsável: Mauro Maia.

  •   Desporto Escolar 

    O grupo de Educação Física preocupou-se em oferecer aos alunos um leque de actividades que, na medida do possível, reflicta e dê resposta às suas motivações e interesses, proporcionando-lhes actividades individuais e colectivas que sejam adequadas aos diferentes níveis de prestação motora e de estrutura corporal. Actividade interna (Torneios Inter-turmas, Corta-Mato, Festa do atletismo, …) e Actividade externa (Grupos/equipas de competição ou de convívio).  Responsável: Eduardo Pires.

  •   Educação para a Saúde Este projeto insere-se no Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE) e na ESLA este projeto vai desenvolver diversas atividades em parcerias com entidades internas, como a Biblioteca e o Gabinet, e externas, nomeadamente, Centro de Saúde, Associação de Planeamento Familiar (APF), Instituto das Drogas e Toxicodependências (IDT), entre outras.  Responsáveis: Célia Nobre e enfermeira Cristina Farrajota
  • GAAF3

    No âmbito do Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária 3 (T.E.I.P.), a partir do segundo período do ano letivo de 2012/ 2013 até ao presente, surge o Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), no Agrupamento de Escola Dr. Laura Ayres de Quarteira. Responsáveis: técnicas da área social: Mónica Simões e Susana Fernandes.

  • GAS logoO GAS tem como objetivo principal aconselhar e informar sobre questões relacionadas com a saúde. Este espaço está aberto a todos os alunos da Escola Secundária Dra. Laura Ayres. Aqui podes tirar as tuas dúvidas sobre (1) o sistema de saúde e como recorrer a ele; (2) sexualidade e contraceção; (3) alimentação e dietas; (4) questões de saúde. Podes encontrar-nos no Gabinete de Educação para a Saúde (Gab_i_net), no Bloco A.
    EQUIPA: Prof. Ana Garcia; Dra. Diana Almeida; Dra. Diana Bernardes

  • logo pepa

     O Agrupamento de Escolas Dra Laura Ayres integrou este projeto há 4 anos, sendo a Coordenadora do projeto PEPA na nossa escola, a professora Lurdes Seidenstricker.

  • projeto de ciencia

     Projeto de Ciência

     Este projeto da área curricular das ciências físicas e naturais do 3.º ciclo intitulado “Projeto de Ciência” tem como principal finalidade a  promoção da educação em ciências. Responsável: Teresa Silva.

  •   Secção Francófona

     No presente ano letivo, está a funcionar, neste agrupamento, uma Secção Europeia de língua francesa. Este projeto, com duração de três anos, envolve os alunos da turma do 7ºA. Pretende-se que aprendam a língua francesa em interdisciplinaridade com a disciplina de Matemática, fomentando assim o desenvolvimento de uma identidade europeia e preparando-os para desafios futuros. Responsáveis: Manuela Encarnação e Sandra Coelho.

  •   SOS FOME 

     O projecto SOS Fome foi iniciado na ESLA no ano lectivo de 2005-06, com a turma do 9º A, na Área de Projecto, quando se identificou como um dos problemas da comunidade de Quarteira a existência de famílias carenciadas a nível alimentar/fome.

    Estabeleceram-se contactos com o Refeitório Social para identificar famílias em risco e a partir daí, com a autorização dos encarregados de educação, e a disponibilidade dos alunos e professores, procedeu-se ao desenvolvimento do respectivo projecto. Responsável: Carla Candeias

  •   Wandzeitung/Wallpaper

     O Wandzeitung /Wallpaper é, como o nome indica, um jornal de parede. Situa-se num placard junto à Biblioteca e destina-se à divulgação dos trabalhos realizados pelos alunos nas disciplinas de Alemão e Inglês.

    Durante muitos anos, o Jornal de Parede foi apenas em Alemão – Wandzeitung – mas, desde há três anos, com a redução das turmas de alemão, passou a incluir trabalhos em inglês – Wallpaper. Responsável: Lurdes Seidenstricker.